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Pesquisa mostra que 77% dos jovens desconhecem o ensino técnico, mas a grande maioria (69%) optaria por esta modalidade se tivesse conhecimento e acesso

Pesquisa mostra que 77% dos jovens desconhecem o ensino técnico, mas a grande maioria (69%) optaria por esta modalidade se tivesse conhecimento e acesso

• O estudo foi realizado pela Plano CDE a pedido do Itaú Educação e Trabalho e da Fundação Roberto Marinho, e ouviu mil jovens de todas as regiões do país que cursam o 9º ano do ensino fundamental e o 1º ano do ensino médio;

• 93% dos respondentes concordam que deveria ter ensino técnico nas escolas de Ensino Médio para todos os estudantes que tiverem interesse em seguir essa modalidade.

• 98% dos jovens respondentes concordam que é importante a escola prepará-los para o mundo do trabalho e 83% acreditam que o Ensino Técnico é uma opção interessante pois ajuda a conseguir um emprego.

São Paulo, 24 de setembro de 2021 – Uma pesquisa encomendada pelo Itaú Educação e Trabalho e pela Fundação Roberto Marinho, realizada pela Plano CDE, empresa especializada em avaliação de impacto, ouviu um mil (1.000) jovens que cursam o 9º ano do ensino fundamental e o 1º ano do Ensino Médio da rede pública de todas as regiões do país, entre os dias 5 e 28 de julho. O objetivo da pesquisa é, com base em dados, entender as percepções das juventudes em relação à escola, ao trabalho e ao Ensino Profissional e Tecnológico (EPT). A pesquisa revelou que a maioria dos jovens não conhece o ensino técnico, mas considera cursar a modalidade se tiver conhecimento e acesso.

A maioria (77%) disse ter baixo ou nenhum conhecimento sobre o Ensino Técnico mas, ao mesmo tempo, 69% revelam alta ou muito alta a possibilidade de cursá-lo caso tivessem a oportunidade de conciliar com o ensino regular. Ao questionar os jovens sobre o acesso e a oferta de curso técnico, 93% concordam que deveria ter o ensino profissionalizante nas escolas de Ensino Médio para todos os estudantes que tiverem interesse. Porém, 84% acham que há poucas escolas com essa modalidade de ensino, 53% dizem não ter nenhuma perto de casa, 54% não conhecem escola técnica e 45% sequer já ouviram falar de alguma instituição do tipo, o que acarreta desestímulo para considerar a modalidade.

Os dados corroboram com um importante momento no país, que é a implementação até 2022 do Ensino Médio flexibilizado, que considera cinco itinerários, entre eles o 5º dedicado à Educação Profissional e Tecnológica (EPT). Isso representa um forte aumento no número de escolas que oferecerão a EPT e que darão acesso ao ensino técnico às juventudes, unindo a formação básica com a formação profissional.

“Apesar da introdução da EPT como um dos itinerários de formação e de tornar o Ensino Médio mais atrativo aos jovens, ainda há muito desconhecimento por parte deles sobre os cursos. Acreditamos que a EPT tem grande potencial de transformação e é um vetor de desenvolvimento tanto para os jovens quanto para o país. Trata-se da primeira etapa para a qualificação de uma carreira que será desenvolvida ao longo da vida, mas que aumenta as chances de empregos dignos, com melhor remuneração e reconhecimento”, diz a superintendente do Itaú Educação e Trabalho, Ana Inoue .

“Este estudo é de extrema importância, porque destaca a relação entre escola e trabalho, a partir de dados que chamam a nossa atenção: 90% dos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e 1º ano do Ensino Médio consideram que a escola deveria prepará-los para o mercado de trabalho. Neste contexto, a pesquisa enfatiza o potencial do Ensino Médio na formação profissional dos jovens e a preferência manifestada por eles pela qualificação para o trabalho, enquanto estudam. Este achado do estudo reforça a relevância da Lei da Aprendizagem, que mantém o jovem na escola ao mesmo tempo em que oferece a oportunidade do primeiro emprego, com todas as garantias”, afirma o secretário geral da Fundação Roberto Marinho, Wilson Risolia.

Perfil dos Jovens

O objetivo da pesquisa foi ampliar o entendimento sobre o ensino técnico entre os estudantes da faixa etária de 14 a 17 anos. Dentre aqueles que foram ouvidos, 38% eram do 9º ano do ensino fundamental e 62% do 1º ano do ensino médio. Os dados foram coletados com aplicação de questionário online em amostra nacional, sendo 38% da região Sudeste, seguido de 28% do Nordeste, 14% do Sul, 11% do Norte e 9% do Centro-Oeste. A margem de erro é de 5%.

56% dos respondentes são do sexo biológico feminino e 44% masculino. 61% se declararam negros ou pardos, 32% brancos, 3% amarelos e 3% indígenas.

Sobre o Itaú Educação e Trabalho

O Itaú Educação e Trabalho (IET) faz parte da Fundação Itaú para Educação e Cultura . Atua há mais de uma década em parceria com entidades civis e o poder público. Apoia e incentiva a implantação de políticas de EPT que contribuam para melhorar a qualidade da educação, com foco, sobretudo, na formação para o mundo do trabalho.  Para o IET, a educação é um vetor de desenvolvimento social e econômico de uma nação. Por isso, atua para que os estudantes tenham uma formação qualificada para o mundo do trabalho, em uma realidade em constante mudança. E para que a educação possa criar o desejo nos jovens de seguir aprendendo em todas as etapas da vida. Saiba mais no site .

Sobre a Fundação Roberto Marinho

A Fundação Roberto Marinho inova, há 40 anos, em soluções de educação e cultura para não deixar ninguém para trás. Desenvolve projetos voltados para a escolaridade básica e para a solução de desafios que impactam a vida de milhares de jovens brasileiros, como distorção idade-série, evasão escolar e inclusão de jovens no mundo do trabalho, visando contribuir para uma sociedade mais ética, inclusiva, sustentável e solidária. Mais informações no site .

Sobre a Plano CDE

A Plano CDE é uma empresa de impacto social (empresa certificada B) fundada em 2009 por um grupo de economistas, sociólogos e antropólogos com amplo conhecimento em pesquisa, consultoria em projetos sociais e políticas públicas. O objetivo da organização é auxiliar no entendimento das necessidades dos beneficiários de programas sociais e políticas públicas (as camadas de média e baixa renda no Brasil) para subsidiar estratégias que melhorem a vida dessas famílias. Nesse sentido, vamos além do entendimento, ajudando as organizações a medir e avaliar o impacto de seus projetos e programas.